Sexto homem envolvido em latrocínio de motorista de aplicativo é preso pelo DHPP

17 de agosto de 2020 - 09:38 # # # #


As buscas para capturar o sexto homem apontado como um dos executores do roubo que resultou na morte de Alexandre Hadlich Fernandes (32) se encerraram na noite desse sábado (15). Equipes do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) localizaram e prenderam Paulo Gomes dos Santos Caetano (32), conhecido por “Osório”. Ele foi preso na residência de parentes no município de Caridade, na Área Integrada de Segurança 15 (AIS 15), local onde teria fugido para se esconder da Polícia. A prisão de “Osório” foi decorrente de um mandado de prisão preventiva pelo latrocínio do motorista. Outros cinco suspeitos foram presos em flagrante na última quinta-feira (13), em Fortaleza.

Assim como os demais presos, “Osório” confessou aos policiais civis que estava na cena do crime. Em depoimento, ele confirma que o grupo solicitou a corrida por um aplicativo de mobilidade urbana com a intenção de roubar o veículo para posteriormente ser colocado à disposição para desmanche. “Osório” também revelou que ele, Luan Vitor Araújo Silva (22) e Lucas Monteiro de Freitas (21), o “Playboy”, – todos presos – chegaram ao local do crime no VW Fox, apreendido pelo DHPP nas diligências para elucidar os fatos. As investigações apontam que enquanto “Playboy” permanecia no Fox, “Osório” e Luan seriam os responsáveis pela abordagem, pelos disparos de arma de fogo contra a vítima e pela ocultação do cadáver, que foi encontrado dois dias após o latrocínio, na altura do quilômetro 30, da rodovia BR 116, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Ainda conforme levantamentos produzidos pelos investigadores do DHPP, os presos “Osório”, Luan, “Playboy”, Helry Monteiro Araújo (37) e Bruno Alisson Sousa (24) são suspeitos de fazerem parte de um grupo criminoso cuja finalidade era roubar carros para vender as peças dos automóveis. Vinicius Mahon Paiva (26), também preso pelo DHPP, é um dos suspeitos de comprar os produtos roubados pelo grupo e revendê-los em uma loja de venda de peças de automóveis na Capital. Para a Polícia Civil, as práticas criminosas exercidas pelos integrantes do grupo eram reiteradas e vinham acontecendo há pelo menos cinco meses. O DHPP já identificou outras 14 vítimas do grupo após a divulgação das prisões na última sexta-feira (14), em coletiva de imprensa.

A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) segue apurando o caso no intuito de descobrir outras vítimas do grupo criminoso, bem como outros suspeitos que colaboravam com a empreitada criminosa. É fundamental que as vítimas compareçam ao DHPP para relatarem as ocorrências e subsidiarem o trabalho policial. O Departamento fica na Rua Juvenal de Carvalho, 1125, no bairro de Fátima, próximo à Avenida Aguanambi, em Fortaleza.

Denúncias

A população também pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), para o (85) 3257-4807, do DHPP, ou ainda para o número (85) 99111-7498, que é o WhatsApp do Departamento, por onde podem ser feitas denúncias via mensagem. O sigilo e o anonimato são garantidos.

O crime

Ao longo das ações ininterruptas para elucidar a morte do motorista de aplicativo, cujo corpo foi encontrado na quarta-feira (12), os policiais civis levantaram informações sobre a atuação de um grupo investigado por realizar desmanches de veículos. Segundo as apurações, os suspeitos solicitaram uma corrida por aplicativo partindo do bairro Maraponga e, assim que a vítima parou para embarcar os suspeitos, Alexandre foi rendido. Ainda de acordo com as investigações, os suspeitos exigiram que a vítima passasse para a parte de trás do carro, momento em que Alexandre teria reagido e foi atingido por disparos de arma de fogo.

Os investigadores descobriram que havia um carro modelo VW Fox dando apoio à empreitada criminosa, próximo ao local em que o carro de aplicativo da vítima estacionou para buscar os falsos passageiros. Os suspeitos então seguiram em fuga com o carro e o corpo da vítima até abandoná-lo numa área de matagal, próxima à rodovia BR 116, no município de Aquiraz. A Polícia Civil segue em diligência à procura do veículo da vítima. Conforme a apuração policial, o grupo vinha praticando esse tipo de ação criminosa contra motoristas de aplicativos há cerca de cinco meses.