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Polícia Civil captura suspeito envolvido em resgate em Milhã e na morte de sargento da PM
Qui, 21 de Dezembro de 2017 10:52

 

A Polícia Civil do Estado Ceará (PCCE) capturou um homem envolvido no resgate de presos da Cadeia Pública de Milhã e suspeito da morte do sargento PM Izaías. O homem foi preso na madrugada, dessa terça-feira (19), na Comunidade da Rosalina, no bairro Parque Dois Irmãos, na Área Integrada de Segurança 7 (AIS 7). O trabalho de captura do suspeito teve participação de equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Divisão Antissequestro (DAS), do Departamento de Polícia do Interior Sul (DPI Sul) e da Delegacia Regional de Senador Pompeu, com apoio da Unidade Tática Operacional (UTO).

Dando continuação às diligências acerca dos indivíduos que participaram do resgate em Milhã, na AIS 20, as equipes policiais se deslocaram para uma residência à procura de Francisco Tarcísio da Silva Filho (29), natural de Senador Pompeu e partícipe da ação criminosa. O suspeito estaria escondido em um imóvel, no bairro Parque Dois Irmãos, em Fortaleza. "Paim", como é conhecido o suspeito, foi encontrado dentro da residência e preso pelos policiais civis. Na sequência das ações, os policiais se deslocaram até Milhã e localizaram armas e 21 kg de um pó branco, possivelmente utilizado na mistura para preparo de cocaína. Todo o material estava escondido no terreno de um imóvel na localidade de Sítio Cipó, em Milhã.

Ao todo, os policiais apreenderam duas pistolas  (9mm e .40), uma espingarda calibre 12, um par de algemas, 38 munições de vários calibres, dois carregadores de pistola 9mm, outros cinco de pistola .40, um colete, dois rádios comunicadores, balaclavas e uma farda do Sistema Penitenciário do Ceará, com manchas de sangue. O pó branco e a peça de roupa encontradas foram enviadas para análise na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), assim como as armas e as munições.

Conforme investigação, Tarcísio foi utilizado como “olheiro” do grupo durante o resgate dos presos. Ele confessou em depoimento que ficou responsável pela entrega do armamento, assim como a recolhida do material bélico. “Paim” também tinha a função de repassar as informações do perímetro do entorno da cadeia para os outros integrantes, especialmente sobre a movimentação dos policiais militares. “Paim” foi autuado em flagrante por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, tráfico de drogas e organização criminosa.

 

 

O secretário da Segurança Pública, André Costa, ressaltou o trabalho desenvolvido pelos agentes de segurança em capturar os integrantes do grupo. “As Polícias Civil e Militar continuam nas buscas pelos envolvidos na morte do Sargento Izaías, ocorrida no dia 12 de dezembro. Os nossos melhores recursos, desde o início do caso, foram empregados nessa ação, para dar a devida resposta ao caso, para a família e também para a corporação e a sociedade. Continuaremos fazendo o melhor de nós para não deixar esse crime impune. Entregar todas as pessoas e provas para que sejam julgados na Justiça”, publicou o gestor em sua página oficial no Facebook.

Investigações

As investigações em relação à morte do policial militar estão a cargo da 11ª delegacia da Divisão de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), unidade designada para apurar crimes contra profissionais de segurança do Estado. Diligências estão em andamento no intuito de apurar as circunstâncias do crime, bem como de identificar e prender os criminosos. As investigações sobre a fuga dos presos é conduzida pela Delegacia Regional de Senador Pompeu.

A Polícia Civil investiga ainda o envolvimento desse grupo em ações contra instituições financeiras no Interior do Estado, em razão ao armamento apreendido com os integrantes do grupo e ao esconderijo subterrâneo encontrado em um imóvel, em Milhã. De acordo com o diretor do DPI Sul, Ricardo Pinheiro, a casa serviria para abrigar o grupo após a prática de delitos.

Para o diretor adjunto da DHPP, George Monteiro, a operação das forças de segurança do Estado é uma demonstração do trabalho integrado entre as Polícias cearenses. “O Estado não vai tolerar esse tipo de ousadia do crime. Essa (operação policial) é uma demonstração de união, força e presença do Estado, por meio da parceria entre a Polícia Militar, Polícia Civil e demais órgãos, demonstrando que o Estado é eficaz no que faz”.

Resgate

No dia 12 de dezembro, um grupo armado invadiu a Cadeia Pública de Milhã a fim de resgatar presos que haviam sido capturados quatro dias antes do resgate durante uma operação policial. Na ocasião, foram resgatados Damião e Adriana, além de João Eduardo Viana dos Santos (18). A partir daí, foram realizadas diligências a fim de capturar os fugitivos. No mesmo dia da fuga, João morreu em confronto com a Polícia, no Sítio Cipó, em Milhã. Um carro Palio de placas JGU 6633 foi abandonado durante a fuga dos presos.

Ao tentar impedir a fuga, policiais militares foram recebidos a tiros. Durante o confronto, o sargento Izaías dos Santos Lima (41) foi atingido na cabeça. O militar foi socorrido e conduzido para o hospital municipal. O PM chegou a ser levado na UTI área em uma aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Áreas (Ciopaer), não resistiu e veio a óbito.

Prisões

Com a prisão de Tarcísio, sobe para quatro o número de suspeitos presos. As primeiras prisões aconteceram horas depois da ação criminosa. Em diligências realizadas pelas Polícias Civil e Militar, dois suspeitos de envolvimento na ação criminosa foram presos em Fortaleza. Os capturados foram Carlos Odeon Bandeira (34), vulgo “Jow” – que possui diversas passagens pela Polícia, sendo duas por homicídio, duas por falsificação de documentos, duas por promoção ou facilitação de fuga de preso, uma por posse ilegal de arma de fogo, uma por porte ilegal de arma de fogo, além de uma passagem por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Carlos Odeon ainda responde criminalmente a um procedimento por tráfico de drogas e a três por associação para o tráfico de drogas, além de duas passagens por financiar o tráfico de drogas. O outro capturado trata-se de Givanildo da Silva (45), vulgo “Branco” – que possuía passagem pela Polícia por crime ambiental.

No dia seguinte ao resgate (13), Antonio Jardel Ribeiro de Aquino (31) foi morto, em novo confronto com a Polícia Militar. O fato ocorreu no Sítio Amanaju, em Milhã, em uma ação do Batalhão de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio). No momento do fato, Jardel estava na posse de um revólver calibre 38. Jardel é apontado como um dos participantes do resgate dos três presos na Cadeia Pública de Milhã.

Na madrugada do dia 14 de novembro, “Jow” fugiu do Complexo de Delegacias Especializadas (Code), local para onde foi levado e onde aguardava uma vaga para ser transferido ao sistema penitenciário do Estado. “Jow” é apontado nas investigações como chefe da organização criminosa. As buscas pelo infrator permanecem em curso. Outros pessoas são investigadas pela participação no resgate aos presos.

Na madrugada do último sábado (16), o BPRaio capturou outros dois homens e apreendeu três armas de fogo, sendo um fuzil automático, uma metralhadora da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP) e um pistola PT 809 com numeração raspada, dois carregadores, além de 14 cartuchos de calibre 44 deflagrados. Foram apreendidos ainda seis carregadores do fuzil e material para embalar entorpecentes. As capturas ocorreram na localidade de Lagoa Nova, em Milhã, após uma denúncia anônima. Ao chegarem ao local indicado, os policiais realizaram diligências e encontraram o material apreendido dentro de tambores enterrados no chão do quintal de uma casa. Antônio Carneiro da Silva (25) e Cícero André de Oliveira (37) foram autuados por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

Denúncias

A Polícia Civil reforça que a população pode contribuir com as investigações repassando informações que ajudem os trabalhos de investigação. As denúncias podem ser feitas para o Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) pelo número 181, para o número (88) 99412-4470, Whatsapp da Delegacia Regional de Senador Pompeu, ou para o número (85) 99111-7498, o Whatsapp da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O sigilo das denúncias é garantido.

 

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